Com votação apertada de três votos a dois, a 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu enviar a júri popular, o caso da menina Juliana Bonfim da Silva, de 13 anos.

Os pais foram denunciados por homicídio doloso por não terem autorizado transfusão de sangue na menina por motivos religiosos.

A jovem sofria de anemia falciforme e morreu em 1993 em São Vicente, no litoral paulista.

Além do pai, o militar da reserva Hélio Vitória dos Santos, de 68 anos, e da mãe, Ildelir Bonfim de Souza, de 57 anos, também é réu no processo José Augusto Faleiros Diniz, de 67 anos, médico, amigo da família e membro do grupo de testemunhas de Jeová.

Os pais recusaram a transfusão, mesmo sabendo a importância do procedimento para impedir a morte da criança e ainda ameaçaram processar os médicos se a transfusão fosse realizada.

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