Jornalista pede violência : “Cidade está muito parada”
A polícia Civil de Campo Mourão, no Paraná divulgou conversas telefônicas gravadas com a autorização da Justiça e que comprovariam o envolvimento da jornalista Maritânia Forlin, presa nesta quinta-feira (6), com uma quadrilha de traficantes de droga.
Segundo o delegado José Aparecido Jacovós, a repórter – que seria amante de um traficante – é acusada de usar o cargo para colher informações sobre investigações e repassar dados para o criminoso.
“Ela participava de operações da polícia, fazia entrevistas e passava essas informações privilegiadas para a quadrilha”, explicou.
A jornalista Maritânia Forlin fazia reportagens para a Rede Independência de Comunicação (RIC), afiliada da Rede Record no Paraná.
Em nota encaminhada para a imprensa, a empresa informa que a repórter era contratada da produtora AWR Publicidade e Propaganda Ltda, parceira do programa Cidades no Ar, exibido diariamente na RICTV Maringá, porém já havia sido demitida aproximadamente há 60 dias.
Em uma das conversas gravadas, a acusada conversa com Gilmar Cavalcanti, homem apontado como chefe do grupo e que também foi preso na operação, a repórter reclama que a cidade está calma, pois já há dias que não tem um homicídio para noticiar.
De acordo com Jacovós, a quadrilha teria sido responsável por cerca de 90% dos 47 homicídios praticados na cidade no ano passado.
Confira a reportagem: