Livros de Paulo Coelho foram proibidos no Irã
Como um país teocrático muçulmano pode exigir respeito, se o mesmo não cumpre as regras da diplomacia social como a liberdade de expressão ?
Na última semana, o escritor Paulo Coelho teve seus livros censurados na República Islãmica do Irã, onde a proibição literária do autor sequer foi justificada.
Ontem, a ministra da Cultura, Ana de Hollada, afirmou que irá se encontrar com o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, para definir uma posição oficial contra a decisão do Irã.
Seus livros começaram a ser publicados no país desde o ano de 1998, mas o Ministério da Cultura iraniano resolveu proibir até as versões não-autorizadas distribuídas por outras editoras.
Um de seus livros, “O Zahir” chegou a ser lançado primeiramente no Irã, para que lá pudesse ser registrada como obra local e que fossem processados aqueles que fizessem cópias ilegais do livro em língua persa.
Paulo Coelho é o oitavo ocupante da Cadeira nº 21, eleito em 25 de julho de 2002 na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28 de outubro de 2002 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.
O escritor já vendeu um total de 100 milhões de livros, em mais de 150 países, tendo suas obras traduzidas para 66 idiomas, ultrapassando até mesmo Jorge Amado e se tornando o autor mais vendido em língua portuguesa.
Se algum país proibir qualquer livro de um escritor iraniano, mesmo que a literatura não seja religiosa, seria considerado um motivo de “preconceito”.
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Deve ser difícil agradar os iranianos, quando se escreve ficção envolvendo países muçulmanos.
Tomara que entendam o conteúdo do livro e o liberem.
Gosto de Paulo Coelho e sei que o que ele escreve não ofende ninguém.